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sábado, 31 de maio de 2008 Sem categoria | 13:42

PIERCE CHEGA À FINAL CONTRA O SEU TIME DO CORAÇÃO

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Pierce celebra a classificação do Boston para as finais da NBA (AP)

“Deus sabia que eu não queria voltar a Boston para um sétimo jogo”.

Paul Pierce teve sua prece atendida.

Talvez Papai do Céu, ao ver todo o esforço de Pierce em quadra, decidiu recompensá-lo com a vitória do seu time sobre o Detroit por 89-81, ontem (30/05) à noite, na quadra do Pistons, em Auburn Hills.

Pierce foi um gigante em quadra. Terminou a partida com 27 pontos, dois a menos do que Chancey Billups (o cestinha do jogo) e liderou o Celtics ao seu 20º. título da Conferência Leste, garantindo a equipe na final da NBA, o que não acontecia desde 1987.

E pela 11ª. vez, o Boston fará a final da liga contra o Lakers. É contra o Lakers… o time do coração de Paul Pierce. Isso mesmo: Pierce é torcedor de carteirinha da equipe californiana.

O camisa 34 do Boston cresceu no bairro de Inglewood, em Los Angeles, onde o Lakers mandou seus jogos de 1960 até o ano de 1999, quando mudou-se para o Staples Center.

O lar do time era o The Forum de Inglewood, mais conhecido como The Great Western Forum.

Foi exatamente lá que Pierce, ainda pivete de rua, vivenciou parte da rivalidade entre Lakers e Boston. Tinha apenas sete anos quando começou a assistir as partidas de basquete e a entender o jogo.

O primeiro campeonato que acompanhou foi o da temporada 1983/84. O Lakers chegou à final novamente. E contra o Boston, de quem havia perdido as sete decisões disputadas. Depois de sete partidas, o vara-pau foi dormir chorando ao ver o seu Lakers ser batido no jogo derradeiro em Boston por 111-102.

Oito decisões contra o Boston, oito vice-campeonatos.

O trauma era grande.

No ano seguinte, Paul Pierce teve suas preces atendidas e o Lakers voltou à final da NBA. E contra o Boston, exatamente como ele queria. Mas, como acontecera no ano anterior, o Celtics entrou na decisão com a vantagem de quadra.

Os jogos finais foram emocionantes.

Na primeira partida, no extinto Boston Garden, o Celtics venceu por 148-114, jogo que foi disputado no Memorial Day, última segunda-feira do mês de maio, dia em que os americanos homenageiam todos aqueles que morreram em ações militares. A partida ficou conhecida como “Memorial Day Massacre”.

Com o moral lá em baixo e humilhadíssimo, o Lakers fez o que ninguém imaginava: venceu o segundo embate por 109-102, empatando a disputa em 1-1.

A série mudou-se então para Los Angeles, onde haveria as três partidas seguintes. Pronto: basta vencê-las para se conquistar o título da temporada, quebrando o tabu de jamais ter derrotado o Boston em uma final.

No primeiro jogo na Califórnia, o Lakers pulou na frente em 2-1 com um triunfo por 136-111, para delírio dos torcedores, entre eles Paul Pierce. Mas o pesadelo recomeçou quando o Boston empatou em 2-2 o confronto seguinte, ao vencer por apenas dois pontos: 107-105.

No último jogo na Califórnia, o Lakers desempatou: 120-111.

Todos pegaram o avião e cortaram os EUA em direção à Nova Inglaterra. Mais dois confrontos poderiam ser disputados no Garden se o Boston vencesse a sexta partida da série.

Mas o Lakers, desta vez, não deixou a chance escapar e venceu o Celtics por 111-100 e fechou a decisão em 4-2.

Pierce viu pela primeira vez seu time do coração ser campeão. E contra o Boston, exatamente como ele queria.

Dois anos depois, voltou a sentir o mesmo sabor quando novamente o Lakers bateu o Celtics pelos mesmos 4-2 e garantiu seu décimo título de campeão, quatro a menos do que seu arqui-rival.

Foi a última vez que as duas franquias se enfrentaram em uma decisão da NBA. Como se vê, o Boston leva vantagem de 8-2.

O Boston é o time que mais títulos conquistou na história da NBA: 16. O Lakers vem a seguir, com 14.

Pierce ainda vibrou com o campeonato vencido diante do Detroit na temporada 1987/88, mas nada se comparou aos dias de glória vividos depois da conquista de 1985, mais ainda do que a de 1987, certamente.

Aquilo ficou na cabeça do menino vara-pau, que queria ser jogador de basquete.

Hoje, 23 anos depois, Pierce vai vivenciar novamente uma decisão entre Lakers e Celtics. Mas desta vez dentro da quadra, e em lado oposto.

“Isso (as finais) significa muito para mim, que cresci em Los Angeles vendo a rivalidade entre Lakers e Celtics”, disse Pierce. “Como garoto, eu odiava o Boston. Agora eu vou voltar para minha casa para jogar contra o time do meu coração. Aquela rivalidade revolucionou o jogo de basquete. Hoje eu faço parte dela”.

Você conseguiria jogar contra o time do seu coração? Essa é uma pergunta que não encontra uma resposta única.

Qual será a que Pierce vai dar ao final da decisão?

Mas aguardar.

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5 comentários | Comentar

  1. 25 Cassio 01/06/2008 16:52

    Depois dessa série, o Pierce vai implorar pra ir para o Lakers.

  2. 24 Felipe Gatica 01/06/2008 11:30

    Aí Fábio, realmente, desde a metade da fase regular vc chutou (?) esta final. Parabéns. Infelizmente o San Antonio com aquele “nem sempre se pode ganhar” de Ginóbilli, não foi páreo para o Lakers. Como vc já fez referência, será o fator localia que vai decidir esta disputa? Abraços

  3. 23 Henrique Moura Braga 31/05/2008 19:14

    Jordan é mesmo inconparável
    Algumas características :
    Arremesso de Bird
    Força de Malone
    Incrível como Chamberlain
    Decisivo como Russel
    Versátio como Magic
    e o jeito dele conseguir transformar o basquete em uma forma simples de jogar, como o sútil gancho de Jabbar.
    Talvez a NBA não forme um jogador como Jordan, mas depois da era MJ, você considera que LeBron seja o que mais se aproximará de MJ ?

  4. 22 João Paulo Martins d 31/05/2008 15:32

    digo parabenizar e não (paabenizar).Abs

  5. 21 João Paulo Martins d 31/05/2008 15:26

    Sormani, venho aqui mais uma vez, paabenizar o time e os torcedores do Boston Celtics pela conquista com méritos e incontestável (ganharam duas partidas em pleno The Palace of Auburn Hills) da Conferência Leste da NBA 2007/08. Espero que o Celtics nos vingue e conquiste o seu 17 título da NBA.

    Momento pergunta: Sormani, você mudaria algum nome da lista dos 50 maiores jogadores da história da NBA e, se mudasse, quem você colocaria?

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